Casa-museu de Muhammad Ali corre risco de fechar

Não é a forma adequada para a celebração de um ano do desaparecimento de Muhammad Ali. Com sérios problemas financeiros, a casa onde o lendário boxeador viveu a infância corre o risco de fechar ao público depois de sua transformação em museu na temporada passada. Os atuais proprietários que adquiram e restauraram a residência cor de rosa na cidade de Louisville, estado de Kentucky (EUA), estão pedindo auxílio à comunidade local e também ao Muhammad Ali Center.

“Há muitas coisas a serem feitas, mas não podemos fazê-las sozinhos”, desabafa George Bochetto que, ao lado do amigo Jared Weiss, comprou a casa histórica que abrigou a família do ainda garotinho e desconhecido Cassius Marcellus Clay. Os custos para renovação da propriedade foram bancados pelos empresários, porém, existe a necessidade de elaboração de plano de gerenciamento e de marketing para transformar o projeto viável economicamente. No ano passado, cerca de 10 mil pessoas visitaram o local.

Na contramão do pedido de Bochetto e Weiss, a prefeitura de Louisville garante que destinou US$ 50 mil (R$ 161,5 mil) de seu orçamento de 2016 ao projeto, contudo, o cheque jamais foi retirado pelos empresários. Neste sábado, dia 3 de junho, completa-se um ano da morte de Muhammad Ali e a cidade promete uma série de homenagens à memória do ídolo ao longo das próximas seis semanas.

Lutador batalha pela vida após revés por nocaute

David Whittom está em coma (Foto: Reprodução)

Mais conhecido por servir de escada a promessas do esporte, o boxeador canadense David Whittom, 38, trava agora a batalha mais importante: permanecer vivo. Ele sofreu hemorragia cerebral e acabou submetido a duas horas de cirurgia, no último sábado, no Hospital Regional de Saint John. Poucas horas antes, ele fora nocauteado no 10º round pelo compatriota Gary Kopas, 37, em evento realizado no Aitken Centre da cidade de Fredericton, província de New Brunswick (Canadá).

Whitton aparentemente se recuperou logo após o revés, contudo, já em casa reclamou de fortes dores de cabeça e passou a ter náuseas. Levado às pressas para a unidade hospitalar ficou constatada séria lesão cerebral. Os médicos retiraram parte do crânio para eliminação do inchaço. O atleta está em coma induzido, devidamente sedado e respirando com auxílio de aparelhos. Ainda hoje está prevista nova ressonância magnética para identificar se o cérebro está reagindo de modo adequado ao procedimento.

Com carreira de 13 temporadas, Whitton (12-24-1, 8 KOs) combateu com nomes reconhecidos do esporte como atuais ou antigos campeões Adonis Stevenson, Manny Siaca, Adrian Diaconu, Lateef Kayode, na estreia de Hughie Fury, Joe Spina, Ismayl Sillah, Oscar Rivas, Elieder Alvarez, Tye Fields, entre outros. Por ora, os especialistas preferem não indicar nenhuma previsão sobre a recuperação ou não do peso cruzador (90,7k) Whitton.

ESPN lista 100 atletas mais famosos do mundo

Utilizando soma de critérios como quantidade de patrocinadores, ganhos financeiros, seguidores em redes sociais e popularidade do nome em pesquisa sites de busca, o diretor de Análises da ESPN, Ben Alamar, listou os 100 atletas mais famosos em todo o mundo. Cristiano Ronaldo surge em primeiro lugar, seguido de LeBron James (basquete), Lionel Messi, Roger Federer (tênis), Phil Mickelson (golfe), Neymar, Usain Bolt (atletismo), Kevin Durant (basquete), Rafael Nadal (tênis) e Tiger Woods (golfe) fechando o Top 10.

Para o boxe a notícia não é das mais animadoras. Apenas Manny Pacquiao (59º) e Saul “Canelo” Alvarez (89º) integram a classificação, ficando atrás de concorrentes do MMA como Ronda Rousey (16º), Conor McGregor (25º) e Anderson Silva (39º). Confira ao lado o restante dos nomes do 11º ao 100º e veja se concorda com a lista.

Pacquiao apoia presidente contra terrorismo

Pacquiao é amigo do presidente Duterte (e) (Foto: Reprodução Instagram)

Nem sempre preocupado com a reação da mídia às suas posições pessoais, o filipino Manny Pacquiao, 38, está apoiando integralmente a lei marcial decretada pelo presidente de seu país, Rodrigo Duterte que, desde a semana passada, está focado em combater o evidente crescimento das atividades do Estado Islâmico na região de Mindanao. A chegada do grupo terrorista à localidade tem provocado aumento de mortes e batalhas sangrentas.

Um dos maiores ídolos do país, senador em pleno mandato e defensor contumaz do presidente, Pacquiao avalia que seus compatriotas deveriam ser gratos por terem um líder firme e forte que tem coragem de enfrentar todo tipo de problema. Bem diferente do astro asiático, a oposição e diversas entidades de direitos humanos argumentam que Duterte se permite ficar acima das leis, bem como pode ampliar os abusos no seu incessante combate às drogas nas áreas urbanas.

Estupros consentidos?

Rodrigo Duterte chegou a destacar que ignorará a Suprema Corte e o Congresso para erradicar o Estado Islâmico e as substâncias proibidas em seu país. O alto mandatário deu autorização aos militares para prender qualquer pessoa – mesmo sem mandado – e ainda fez brincadeira de mau gosto ao dizer que os soldados poderiam estuprar até três mulheres nessas circunstâncias.

Em defesa de seu amigo e presidente, Pacquiao acredita que a imprensa e organismos internacionais não entenderam as palavras de Duterte. “Eu o conheço bem. Ele jamais abusaria de pessoas menos privilegiadas. Ao contrário, ele não gosta de saber quando pobres e desfavorecidos são prejudicados. Tudo que Duterte faz é pelo bem de nosso país”, aponta o astro asiático. Em 1º de julho, Pacquiao expõe o cetro OMB meio-médio (66,6k) frente ao australiano Jeff Horn, no Suncorp Stadium de Brisbane, em Queesland (Austrália).

Anthony Joshua corre risco de perder cinto FIB

Joshua (em pé) derrubou Wlad Klitschko por dois cintos (Foto: Reprodução)

Há risco sim. O pesado britânico Anthony Joshua, 27, pode ficar sem o cinturão da Federação Internacional de Boxe (FIB) na hipótese de não chegar a acordo com o desafiante obrigatório e #1 do organismo, Kubrat Pulev, da Hungria. O time de Joshua pediu defesa voluntária do título, pois aguarda definição sobre pedido de cumprimento de cláusula de contrato para revanche com o ucraniano Wladimir Klitschko – a quem superou por nocaute técnico no 11º no último dia 29 de abril.

O Comitê de Campeonatos da FIB promete divulgar uma decisão sobre o caso ainda nesta semana e analisa dois caminhos: autorizar Joshua a encarar Wlad Klitschko sem perda do cetro ou retirar o status de campeão do britânico na hipótese dele não enfrentar o búlgaro em seu próximo combate. Joshua (19-0-0, 19 KOs) detém os cintos de supercampeão da AMB e o da FIB. Em 2015, o também britânico Tyson Fury foi destituído da coroa FIB ao preferir enfrentar mais uma vez Wlad Klitschko (algo que acabou não ocorrendo na prática) em vez de obedecer às determinações da entidade para lutar com o próprio Pulev.

Vit Klitschko assume erro em revés do irmão

Vitali Klitschko (e) admite falha em avaliação sobre Joshua (Arquivo)

Um dos melhores combates entre pesados das últimas décadas poderia ter resultado diferente. No dia 29 de abril passado, o britânico Anthony Joshua, 27, superou o ucraniano Wladimir Klitschko, 41, ao impor nocaute técnico no 11º giro, mantendo o cetro FIB e abocanhando o de supercampeão AMB. Um mês depois da batalha, o ex-campeão Vitali Klitschko avalia que parte do insucesso do irmão mais novo deve ser creditada a ele.

“Estava convencido de que Joshua não conseguiria manter o ritmo forte e a velocidade nas rodadas finais devido à sua grande musculatura que exige maior consumo de oxigênio. Pedi ao meu irmão para diminuir os ataques a partir do sétimo round”, destaca Vit Klitschko. No sexto capítulo, Wlad Klitschko derrubou Joshua, mas não conseguiu finalizar o confronto.

Integrante do córner do irmão desde o início da carreira, Vit Klitschko desta vez orientou o irmão a se manter mais longe do britânico à espera dos minutos derradeiros. “Pensei que Joshua ficaria cada vez mais lento até ficar fadigado, aumentando as chances de Wladimir. O ideal talvez tivesse eu ter pedido para acabar com Joshua o mais rápido possível”, admite o antigo detentor do cinto CMB e atual prefeito de Kiev, capital da Ucrânia.

Wlad Klitschko recua e deixa enigma sobre futuro

Wlad Klitschko deixou dúvidas em entrevista à TV da Ucrânia (Foto imagem: Carrera Promoções & Eventos)

Diferente do que havia anunciado há algumas semanas, o ucraniano Wladimir Klitschko, 41, fugiu da resposta sobre o futuro de sua carreira. Em entrevista a canal de TV em seu país natal neste sábado, o peso pesado não deu pistas sobre se pretende prosseguir a carreira fazendo prevalecer a cláusula de revanche com o britânico Anthony Joshua, 27, ou se adota o caminho de aposentadoria do esporte. Em 29 de abril passado, o atleta do Leste Europeu sucumbiu por nocaute técnico no 11º round e, desde então, mantém o enigma.

Para deixar os fãs ainda mais ávidos por uma decisão, Vitali Klitschko acredita que o irmão mais novo já alcançou tudo em sua trajetória e que não precisa provar mais nada a ninguém. Participante do mesmo programa televisivo, ele destaca que não se recorda de outro boxeador que tenha faturado tantos cinturões e os defendido simultaneamente ao longo de dez anos. “Não importa o que Wladimir decida. Ele terá todo o meu apoio”, assinala Vit Klitschko.

Polícia desmonta cartel explorador de boxeadores

Casa onde supostamente estavam os boxeadores (Foto: Polícia Nacional espanhola)

Após três meses de investigação, a polícia espanhola conseguiu desmantelar um cartel que explorava boxeadores na região de Terrassa, no norte de Barcelona. Segundo as autoridades, esse grupo supostamente forçava os lutadores a participar de competições contra a sua vontade em toda a Europa. Ao todo foram presos sete espanhóis suspeitos de integrar a organização sendo que todos estão sendo acusados de fraude, ameaças, falsificação e danos corporais.

A polícia declara ter libertado 19 vítimas do golpe que eram obrigadas a lutar sem possuírem licença para permanecer na Europa, exames médicos e mediante falsas licenças médicas e de atleta. Segundo a denúncia, a facção utilizava os conhecimentos de um ex-pugilista nicaraguense apelidado “El Terrible”, pois era ele quem fazia os contatos e convencia as vítimas a saírem de seu país natal para desembarcarem na Espanha.

Antes de colocarem os pés em solo espanhol, esses atletas recebiam convite de uma promotora de eventos para dar mais credibilidade ao golpe. Contudo, os boxeadores acabavam alojados em uma casa superlotada, em péssimas condições de higiene e limpeza e, o pior, tinham seus documentos apreendidos e ainda recebiam ameaças de que, caso não colaborassem, corriam o risco de ver agredidos seus familiares na Nicarágua. Todo o dinheiro ganho com os combates desses lutadores permanecia em poder dos criminosos.