Holyfield difere de Tyson e vê chance a McGregor

Holyfield sugere a irlandês entrar em guerra com americano (Arquivo)

Com menos de um mês para o combate atraente em todo mundo, o lendário americano Evander Holyfield, 54, avalia que Conor McGregor tem uma pequena chance de superar o favorito Floyd Mayweather no evento cravado para 26 de agosto o T-Mobile Arena da cidade de Las Vegas, estado de Nevada (EUA). A visão de Holyfield é bem diferente do compatriota Mike Tyson para quem Mayweather matará McGregor.

“Na minha opinião, Conor McGregor tem de se tornar difícil, fazer algo para frustrar Floyd Mayweather. Creio que a única oportunidade dele ganhar é entrando em uma guerra, provocando-o”, comenta o ex-campeão mundial nos cruzadores (à época com limite de peso em 86,1k) e quatros vezes nos pesados. Holyfield ainda acha improvável o triunfo do irlandês, porém, acredita que o atleta europeu tem capacidade que não está em suas mãos ou pernas, mas sim naquela de agir na mente de Mayweather.

Relembre:

Para Tyson, Mayweather mata McGregor

Boxe é segundo esporte preferido dos mexicanos

Boxe só perde para o futebol no gosto dos astecas

Com números crescentes nos últimos anos, o boxe aparece nesta temporada como o segundo esporte no coração dos mexicanos, segundo pesquisa divulgada pela empresa Consulta Mitofsky. A nobre arte chegou a 36,2% no gosto dos astecas, subindo três pontos em relação ao ano passado. Com mais de 100 campeões ao longo da história e com nomes tratados como ídolos e integrantes do Hall da Fama, grandes patrocinadores, promotores sérios, entidades honestas e eventos ao vivo na TV, o boxe fica atrás apenas do futebol (57%) na preferência dos mexicanos. Em seguida aparecem beisebol (terceiro), basquete, luta livre, futebol americano, automobilismo, corrida de touros e tênis.

Agente de brasileiro, Ortiz suplanta Corral

Canhoto Ortiz (e) voltou após 15 meses para destruir Corral (Ryan Hafey)

O retorno após 15 meses não criou tantas dificuldades ao americano Victor Ortiz (32-6-2, 25 KOs), 30, no embate em que superou por nocaute técnico no quarto round o mexicano Saul Corral (25-10-0, 16 KOs), 30. Dizendo-se bem condicionado, o antigo campeão meio-médio (66,6k) aceitou algumas trocas de golpes desnecessárias para, enfim, derrubar o rival, vê-lo ficar em pé e encerrar o confronto logo em seguida a 1min26seg. O evento foi realizado na noite deste domingo no Rabobank Theater da cidade de Bakersfield, estado da Califórnia (EUA).

“Há um monte de nomes na divisão meio-médio e, nesse momento, deixarei com minha equipe para me orientar porque estarei pronto para qualquer um”, declara Ortiz – que esteve fora das competições desde abril do ano passado quando foi nocauteado pelo compatriota Andre Berto. Afora suas atividades dentro dos ringues, Ortiz tem participado como ator em filmes como “Os Mercenários 3” (The Expendables 3, EUA/França, 2014) e, atualmente, também age como agente promocional para outros atletas como o brasileiro Marcus “Ratinho” de Oliveira.

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Falso ou verdadeiro? McGregor derruba sparring

Veja sequência da aplicação de queda de McGregor a rival (Divulgação/Montagem)

A sequência de imagens não dá a exata certeza se o que ocorreu é verdadeiro ou falso. Para tentar impressionar os aficionados e dar credibilidade ao seu desenvolvimento dentro das 16 cordas, Conor McGregor, 29, divulgou imagens da conquista de suposto knockdown sobre parceiro de sparring, em sessão realizada no último sábado em Dublin, Irlanda, seu país natal. McGregor se prepara para combater com Floyd Mayweather em 26 de agosto no T-Mobile Arena de Las Vegas, Nevada (EUA).

“Sessão de sparring hoje. É só outro dia para mim”, destacou McGregor nas redes sociais. No momento do treino já é possível ver o atual comentarista da ESPN, renomado e aposentado árbitro Joe Cortez, contratado para auxiliar o irlandês a assimilar com mais rapidez as regras e os comandos do esporte. Ao menos de dedicação e esforço McGregor não pode ser criticado. Há quase duas semanas, ele fez sparring com o americano Paul Malignaggi e deixou algumas marcas no rosto do ex-campeão mundial.

Há 40 anos, Carlos Monzón fazia última luta

Carlos Monzón saiu dos ringues como campeão CMB e AMB (A. Abbas)

Um dos mais carismáticos boxeadores da história fazia sua última apresentação profissional há exatos 40 anos. Foi em 30 de julho de 1977 que o argentino Carlos Monzón superou por pontos em placar apertado o colombiano Rodrigo Valdez no State Louis II de Fontevieille, em Mônaco, conservando os títulos unificados CMB e AMB da categoria médio (72,5k). A luta marcou a única queda – no segundo round – durante toda a carreira do portenho que, no mês seguinte, anunciou seu retiro do esporte quando se aproximava dos 35 anos.

Comemorando com a equipe, amigos e fãs no vestiário, Monzón (87-3-9, 59 KOs e 1sd) já sinaliza o desejo de pendurar as luvas. Virando-se para seu treinador, o experimentado e histórico Amilcar Brusa, o lutador foi enfático: “Acabou. Não luto mais, velho”. Saiu dos tablados como campeão e com o acúmulo de 80 combates consecutivos sem perder já que suas três derrotas ocorreram até sua 20ª apresentação – nunca por nocaute e sem jamais ter sentido o sabor de knockdowns. Foram sete temporadas de reinado com 14 defesas exitosas.

Àquela altura, Monzón desfrutava uma vida bem inadequada para um atleta. Rico, fumava 40 cigarros diariamente, não tinha limites na relação com a atriz Susana Gimenez e, de boa pinta, sempre estava em alguma rede de TV, participou de filmes e circulava ao lado de personalidades. Os erros de uma caminhada sem direção o levou a matar a mulher Alicia Muniz, em fevereiro de 1988.

O julgamento de Monzón teve proporções de astro. Mas as alegações de que Muniz se jogou da varanda do edifício em que moravam – e na qual ele também caiu sugerindo que tentava salvá-la – foram desmentidas pela perícia. A mulher fora agredida e estrangulada, e jpa se encontrava inconsciente no momento da queda. O boxeador foi condenado a 11 anos de prisão, em julho de 1989. Por bom comportamento, foi liberado para passar fim de semana em casa e, quando retornava para o presídio, saiu da estrada e capotou o carro que ele mesmo conduzia. Carlos Monzón morreu, aos 52 anos, em 8 de janeiro de 1995.

Neymar posa ao lado de Mayweather, “O campeão”

Neymar (e) posou com multicampeão Mayweather (Reprodução)

Antes de sair dos Estados Unidos onde sua (ainda) equipe Barcelona disputou alguns amistosos, o jogador brasileiro Neymar fez questão de posar ao lado de Floyd Mayweather. Nas redes sociais, o atleta nacional publicou a imagem com a inscrição: The Champ @floydmayweather “Easy” (O Campeão Floyd Mayweather, fácil). Neymar partiu para a China para compromissos comerciais e continua envolvido em negociações milionárias para transferir-se para o PSG da França. O boxeador americano está em plena preparação para enfrentar Conor McGregor, em 26 de agosto em Las Vegas, Nevada (EUA).

Teixeira retoma triunfos ao superar Hernandez

Teixeira (d) foi superior em toda a luta contra Hernandez (Reprodução)

A boa preparação para a luta fez o brasileiro Patrick Teixeira, 26, não sentir todos os efeitos da inatividade de 14 meses para ser melhor e suplantar nas papeletas o americano Andrew Hernandez, 31, em combate disputado na noite este sábado no Casino Del Sol, na cidade de Tucson, estado do Arizona (EUA). Há algumas semanas havia a expectativa de que o confronto poderia valer o cinto AMB Naba médio (72,5k), de posse do ianque, contudo, o embate foi pactuado para oito roundes (assista à luta completa mais abaixo).

Teixeira (27-1-0, 22 KOs) estava sem atuar desde o revés por nocaute para o experiente e poderoso americano Curtis Stevens, em maio do ano passado, refletiu sobre sua trajetória, descansou o tempo suficiente e agora retoma o caminho das vitórias. Contra Hernandez (19-6-1, 9 KOs), o atleta nacional correu poucos riscos e dominou as três anotações em 80-72; 80-72 e 79-73.

Relembre:

Patrick Teixeira acelera para recuperar prestígio

Assista à luta completa

https://www.youtube.com/watch?v=OgRubCqq_ro&feature=youtu.be

Por cinto, Santos Silva perde rápido para Rueda

Rueda (e) mostrou todo seu grande poder diante de Silva (d) (Divulgação)

O combate já se mostrava duro pelo perfil do adversário. O brasileiro Aldimar Santos Silva, 36, acabou derrotado rapidamente no segundo round pelo forte pegador argentino Matias “La Cobrita” Rueda, 29, no evento realizado na noite de sábado no Ginásio Instituto Corazón de Maria, na localidade de Chascomus, província de Buenos Aires (Argentina). A luta foi válida pelo cetro sul-americano da categoria pena (57,1k).

Com mãos poderosas naturais, Rueda (28-1-0, 25 KOs) é o típico de atleta que aguarda com paciência o momento certo de aplicar seus golpes. Tomando a iniciativa desde o toque do gongo, o portenho fez uso de seus jabs, seguidos de direita reta. A estratégia se mostrou eficiente já na segunda etapa. Mesmo com Silva Santos (19-12-0, 12 KOs) disparando seus primeiros golpes, Rueda acertou implacável cruzado de direita que jogou o brasileiro de costas na lona.

Bravo, Silva Santos se levantou, porém, suas pernas não estavam seguras e o árbitro decretou acertadamente o fim do confronto por nocaute técnico para explosão da torcida. “La Cobrita” Rueda volta a ser nome dentro de rankings de organismos internacionais e, com certeza, conseguirá outra oportunidade mundialista. Na primeira, em julho do ano passado, ele perdeu para o porto-riquenho Oscar Valdez na briga pelo cinto OMB pena.

Relembre:

Santos Silva briga com Rueda por Sul-americano

Garcia mantém classe e suplanta Broner

Garcia (e) subiu de divisão para encarar Broner (d) (Divulgação)

Um dos grandes boxeadores da atualidade, o americano Mikey Garcia, 29, comprovou sua qualidade ao suplantar o compatriota Adrien Broner, 28, no embate encerrado na madrugada de hoje no Barclays Center do Brooklyn, estado de New York (EUA). O resultado final foi unânime nas três papeletas – 117-111; 116-112 e 116-112, dentro da divisão superleve (63,5k) e, ara lamento dos aficionados, sem título importante em jogo, apenas o cinto Diamante CMB.

Após os minutos iniciais de estudo, Garcia (37-0-0, 30 KOs) foi mais eficiente no ataque. Com o passar do tempo, Broner reagiu, acertou alguns duros golpes, mas o invicto adversário suportou bem, mesmo atuando pela primeira vez na categoria. Dono de títulos em três divisões, Garcia se mostra disposto a voltar para os leves (61,2k) em que é detentor da correia CMB. Caso contrário não descarta subir até mesmo aos meio-médios (66,6k) para desafiar nomes ainda mais poderosos.

Sem apontar desculpas para a derrota, Broner (33-3-0, 24 KOs) acumulou seu terceiro revés nos últimos três e meio anos, mas para bons rivais como Garcia agora, Shawn Porter e Marcos Maidana – mas nunca foi interrompido antes do limite de roundes. O atleta ianque abocanhou cetros em quatro categorias e ainda é muito jovem para não alimentar novos sonhos. “Ainda serei novamente campeão em pouco tempo”, sinaliza Broner.

Broner e Garcia somam sete títulos mundiais

Broner (e) está atrás nas apostas diante de Garcia (Divulgação)

Por ironia dos destino não haverá título importante em jogo no embate entre os americanos Adrien Broner, 28, e Mikey Garcia, 29, marcado para amanhã no Barclays Center do Brooklyn, New York (EUA), dentro da categoria superleve (63,5k). Afora a disputa do cinto Diamante proposto pelo CMB, os dois atletas bem mereciam algo maior já que, juntos, conquistaram sete mundiais sempre por divisões diferentes: quatro de Broner e três de Garcia. O canal Fox garante transmissão ao Brasil a partir das 22h.

Pesagem oficial

Broner 62,9k vs Garcia 63,3k

As principais apostas dos especialistas recaem sobre o invicto e mais habilidoso Garcia (36-0-0, 30 KOs), contudo, o resistente e durável Broner (33-2-0, 24 KOs) revelou mais seriedade no treinamento, não se envolveu em polêmicas e atingiu o limite de peso sem problemas – ao contrário de outras oportunidades. Há a expectativa de Floyd Mayweather dar uma pausa em sua preparação para assistir ao combate pessoalmente e dar apoio ao seu “irmão menor” Broner.

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Multa alta faz Broner encaixar peso para Garcia