‘Dell’ dos Santos retoma trilha após mundial

“Dell” dos Santos teve a chance de brigar pelo titulo mundial em abril passado (Reprodução)

Sempre é hora de recomeço para o bom lutador. O sentimento de frustração pela derrota precoce na disputa de título mundial já ficou para trás e o brasileiro Adeilson “Dell” dos Santos, 26, volta a percorrer seu caminho em embate com o compatriota Daniel Santos Silva pela categoria pena (57,1k), em evento com mais cinco combates marcado para o próximo sábado no Ginásio Armando Frediani na cidade de Santana de Parnaíba, estado de São Paulo (Brasil).

“Dell” dos Santos (18-3-0, 14 KOs) havia alcançado o ponto alto de sua trajetória ao brigar pelo cetro OMB supergalo (55,3k) diante do americano Jessie Magdaleno, no último mês de abril. Contudo, o sonho somado à exaustiva e planejada preparação foi apagado logo no segundo round com o revés por nocaute. Passados mais de seis meses, o atleta nacional mira suas baterias para superar Santos Silva (5-0-2, 4 KOs) e partir em seguida em direção a outras etapas como título latino e classificação em ranking mundial.

Programação completa:

Adeilson “Dell dos Santos vs Daniel Santos Silva – Categoria pena (57,1k)

Carlos “Falcão” Nascimento vs Robson Bambu – Categoria peso pesado

Estivan Falcão Florentino vs Robson Fonseca – Categoria leve (61,2k)

Fernando Luís Pinto vs André Luiz Soares – Categoria meio-médio (66,6k)

Vitor Siqueira vs João Ricardo dos Santos – Categoria meio-médio (66,6k)

Jhonatan Soares vs Wallace dos Santos – categoria superleve (63,5k)

Atleta se recupera de grave lesão após luta

Família não dá detalhes sobre lesão de Gary Murray (Reprodução)

A família evita a todo custo divulgar muitos detalhes, contudo, informa que o boxeador britânico Gary Murray, 30, está em processo de recuperação da lesão cerebral sofrida no embate contra o compatriota Paddy Gallagher, 28, realizado no último dia 6, em Edimburgo (Escócia). A luta valia o cinto Britânico Celtic da categoria meio-médio (66,6k) e Murray foi interrompido na décima etapa.

A queda de Murray (12-1-0, 0 KO) obrigou a atendimento médico imediato e, desde então, a família não dá pormenores do ferimento, mas garante que o lutador evolui constantemente. “Ele está em condição estável e iremos fornecer atualizações adicionais sempre que pudermos”, destaca comunicado oficial. Murray estava efetuando pela primeira vez um combate de 10 roundes e permanecia invicto antes de se deparar com Gallagher.

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Lutador continua em hospital após combate

Após tragédia com rival, americano volta a lutar

Americano Terrel Williams está sem atuar há dois anos (Reprodução)

Foram duas temporadas longe das competições para superar um combate de resultado trágico. O americano Terrel Williams, 33, acredita estar totalmente recuperado psicologicamente para voltar a fazer o que mais gosta: subir ao ringue para competir. Ainda sem nome de adversário definido, ele está agendado para atuar em 10 roundes  no próximo dia 18 de novembro no The Cosmopolitan of Las Vegas (Nevada, EUA), dentro da categoria supermeio-médio (69,8k).

Em 17 de outubro de 2015, Williams (15-0-0, 12 KOs) ganhou por desclassificação do porto-riquenho Prichard Colón e soube que o adversário passou mal no vestiário, a ponto de entrar em colapso por dano cerebral e ser levado à pressas ao hospital. A cirurgia de emergência conseguiu estancar o sangramento, porém, o atleta borícua ficou semanas em coma e, hoje, não consegue falar, andar ou fazer qualquer coisa sem auxílio de outras pessoas, notadamente o pai, a mãe e a irmã.

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Luta diária! Boxeador dá novos sinais de melhora

Joshua esfria Wilder e aponta para Ortiz e Povetkin

Time de Joshua (e) privilegia as defesas obrigatórias antes de unificações (Reprodução)

Nada de briga com outros campeões como Deontay Wilder (CMB) ou Joseph Parker (OMB). Dono do cintos unificados AMB e FIB dos pesos pesados, os planos imediatos do time de Anthony Joshua são os de colocá-lo para efetuar a defesa obrigatória imposta pela AMB e os possíveis nomes são Alexander Povetkin, Luis Ortiz e Christian Hammer. No último sábado, o gigante britânico superou o camaronês Carlos Takam no País de Gales, por nocaute técnico no 10º giro, em desafiante determinado pela FIB.

O triunfo de Joshua (20-0-0, 20 KOs) fez os fãs sonharem com a unificação com Wilder ou Parker, porém, um balde de água fria foi jogado para explicar os objetivos mais próximos para o britânico. O cubano Ortiz recorre de suspensão da AMB e pode ser o primeiro da lista; o russo Povetkin está na fila logo a seguir já que tenta transformar em eliminatória (AMB ou OMB) o embate contra o alemão Hammer.

“No início do ano queremos resolver a questão das defesas obrigatórias. Só depois pensaremos nas unificações”, assinala Eddie Hearn, promotor de Joshua, que assegura que o pupilo subirá ao ringue em três oportunidades ao longo de 2018, pois nesta temporada foram apenas duas – diante de Wladimir Klitschko e Carlos Takam. “Se Joshua for ao ringue em março para enfrentar Ortiz ou Povetkin ninguém tem o direito de reclamar”, finaliza Hearn.

Wilder identifica erros na preparação de Joshua

Campeão CMB dos pesados, Deontay Wilder que unificar com britânico (Reprodução)

O americano Deontay Wilder foi assistente privilegiado da vitória por nocaute técnico no décimo round do britânico Anthony Joshua sobre o camaronês Carlos Takam, neste sábado, e identificou falhas recorrentes no desempenho do súdito da Rainha. Para o boxeador ianque, Joshua tem problemas de resistência física, algo já mostrado no embate contra Wladimir Klitschko, em abril passado. “Há muitas coisas que ele está fazendo errado na preparação e que se traduz em sua falta de gás”, critica Wilder.

Na visão do americano, dono do cinto CMB, Joshua (20-0-0, 20 KOs) desperdiça tempo dentro do ginásio acumulando músculos. “Sim, ele parece forte, mas ele não é competidor de levantamento de peso”, analisa Wilder (38-0-0, 37 KOs). Para o hipotético confronto no futuro, o ianque acredita que o britânico será muito valente ao longo da jornada até ficar sem combustível. “Ele lutará até a morte e, quando ficar totalmente cansado, seu córner pode jogar a toalha”, prevê Wilder.

Bem pesado, ‘Napão’ Gonzaga ganha luta de estreia

“Napão” Gonzaga (d) estreou nos ringues como o rival Santiago (e) (Reprodução)

Com incríveis 127 quilos, o brasileiro Gabriel “Napão” Gonzaga, 38, fez sua estreia no boxe profissional na categoria peso pesado para superar o também debutante nos ringues  Alejandro Esquilin Santiago, 40 – que substituiu tardiamente o ianque Alando Pugh. O triunfo veio nos pontos após quatro rodadas por decisão majoritária no espetáculo realizado no DCU Center da cidade de Worcester, estado de Massachusetts (EUA).

Gonzaga (1-0-0) era atleta das artes marciais mistas (MMA), deixou as competições nos octógonos em abril do ano passado e alimentava o sonho de percorrer outro caminho no boxe. Já veterano, com peso elevado e baixa qualidade técnica não deverá ter vida longa no novo esporte. Gonzaga é faixa preta em jiu-jitsu e chegou a ganhar o campeonato mundial em 2006. Diante do frágil Santiago (0-0-1), o brasileiro disse que “fiz o meu melhor e saí com a vitória. Meus socos são fortes. Foi uma ótima noite”.

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Joshua fere nariz, cresce e interrompe Takam

Joshua (d) estava castigando Takam (e) quando árbitro decidiu interromper a luta (Reprodução)

Não é a melhor justificativa para seu rendimento longe de um campeão absoluto, contudo, o britânico Anthony Joshua, 28, precisou conviver com nariz lesionado e alguma dificuldade para respirar desde o segundo round por cabeçada involuntária e evoluir no combate até ver o árbitro interromper a luta no décimo giro para superar o camaronês Carlos Takam, 36. O confronto foi realizado na noite deste sábado no Principality Stadium de Cardiff (País de Gales), com o súdito da Rainha retendo os cintos AMB e FIB dos pesados diante de 78 mil pessoas.

Com o peso mais elevado desde sua estreia profissional, Joshua (20-0-0, 20 KOs) foi o dominador sobre Takam (35-4-1, 27 KOs), chegou a obter um ligeiro knockdown no quarto giro, mas também recebeu muitos golpes desnecessários do tardio desafiante – que foi escolhido há apenas 12 dias devido à lesão do oponente original Kubrat Pulev. Poço de músculos, o britânico não foi tão veloz em seus disparos, em seu jogo de pernas, contudo, seus disparos foram ficando mais poderosos e precisos com o caminhar da luta.

Takam já estava com a região dos dois olhos bem ferida e sangrando e, mesmo com muita valentia e resistência, recebia duros disparos e o fim de linha estava próximo. Para evitar mais castigo, o árbitro Phill Edwards decidiu paralisar as ações a 1min34seg da décima passagem, ainda que o camaronês demonstrava algum poder de defesa nas cordas. Com o 20º triunfo consecutivo pela via rápida triunfo, Joshua ultrapassou a marca anterior pertencente ao lendário Mike Tyson que havia conquistado 19 vitórias seguidas por nocaute.

Whyte e Taylor ganham

Com atuação dominante, o britânico Dillian Whyte (21-1-0, 16 KOs) suplantou facilmente nas papeletas o finlandês Robert Helenius (25-2-0, 16 KOs) obtendo o cinturão Prata CMB dos pesos pesados. O placar foi 118-110; 119-109 e 119-109, deixando Whyte muito próximo de desafiar o atual campeão do organismo, o americano Deontay Wilder. Helenius aceitou a oferta do embate há menos de 10 dias de sua realização.

Na mesma programação, a ex-olímpica e ascendente irlandesa Katie Taylor (7-0-0, 4 KOs) praticamente não deu chances à argentina Anahy Esther Sanchez (17-3-0, 9 KOs) para conquistar o cetro vago AMB da categoria leve (61,2k) com tripla marcação de 99-90 nas papeletas do juízes. Com grande carreira amadora, Taylor foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (Grã-Bretanha/2012) e por cinco vezes campeã mundial da Aiba, em 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014. Já Sanchez conquistou títulos mundiais em três categorias de peso.

Sem Pacquiao, Horn põe título diante de Crawford

Horn tem de expor cinturão diante de invicto e forte americano (Chris Hyde/Getty Images)

A resposta pela revanche com o filipino Manny Pacquiao nunca ocorreu de forma séria e o australiano Jeff Horn, 29, ficou sem opções. Detentor do título OMB meio-médio (66,6k), ele está obrigado pelo organismo a se defender diante do forte americano Terence Crawford, 30, em duelo programado para 10 de março do ano que vem em Las Vegas, estado de Nevada (EUA).

Horn (17-0-1, 11 KOs) surpreendeu ao superar o lendário Pacquiao em decisão unânime em julho passado. As negociações para o reencontro não avançaram e o australiano agendou confronto com o britânico Gary Corcoran para 3 de dezembro, contudo, há rumores de que o evento seja cancelado para que Horn se prepare ainda mais e melhor para encarar o invicto Crawford (32-0-0, 23 KOs). Até há poucos dias, o boxeador ianque possuía a marca histórica de ostentar os quatro principais cinturões da divisão superleve (63,5k), porém, abriu mão de tudo para subir uma categoria de peso.

Joshua quer ficar no topo por muito tempo

Joshua (e) atingiu maior peso da carreira: Takam (d) foi escolhido há apenas 12 dias (Divulgação)

Já com dois cinturões mundiais e com a mesma fome de triunfos desde a estreia, o britânico Anthony Joshua, 28, pretende permanecer no topo do esporte por muitos anos com a mesma característica humilde, de respeito aos adversários e reconhecendo que não é uma pessoa perfeita. Amanhã, ele expõe os títulos AMB e FIB dos pesos pesados diante do desafiante camaronês Carlos Takam, 36, no Principality Stadium de Cardiff (País de Gales). São esperadas mais de 70 mil pessoas na arena coberta.

“Eu não sou o modelo ideal. Sou o que sou. Sei que fui capaz de ser campeão do mundo, mas eu quero melhorar a cada dia”, assinala Joshua (19-0-0, 19 KOs) que nunca permitiu que um rival sentisse o sabor de terminar um combate em pé com ele. De olho na longevidade da carreira, ele acredita que se mantiver a disciplina, as pessoas falarão em seu nome pelos próximos 10 anos.

“Certamente eu me desenvolverei como atleta e também como pessoa. É provável que agora eu cometa muitos erros, mas eu serei melhor no futuro. Isso é ser, de fato, um campeão”, reforça Joshua. Para o embate deste sábado, ele revela sentir alguma pressão pela obtenção do triunfo e pelo nocaute devido à entrada tardia de Takam (35-3-1, 27 KOs) que substituiu o búlgaro Kubrat Pulev, afastado há apenas 12 dias por lesão no músculo torácico.

Peso mais elevado

Na cerimônia oficial, Joshua apresentou seu maior peso desde sua estreia há exatas quatro temporadas. Hoje, ele atingiu 115,2 quilos na balança contra 104,6 quilos de Takam. Quando subiu ao ringue profissional pela primeira vez, o britânico cravou 104, 6 quilos e, mesmo frente a Wladimir Klitschko, em abril passado, havia marcado 113,3 quilos. “Acho que meu corpo está encontrando seu peso ideal naturalmente”, analisa Joshua.

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OMB autoriza título para Kovalev-Shabranskyy

A chance de reconquistar um título mundial caiu do céu para o russo Sergey Kovalev, 34. Até hoje mais cedo, ele apenas estava se preparando para enfrentar o ucraniano Vyacheslav Shabranskyy, 30, contudo, acabou recebendo a grande notícia de que a OMB autorizou o combate válido pelo cinto que ficou vago desde a aposentadoria do americano Andre Ward anunciada em setembro passado. O evento de Kovalev-Shabranskyy está marcado para 25 de novembro no Madison Square Garden Theater de New York (EUA).

Kovalev (30-2-1, 26 KOs) ocupa o posto #2 da organização mesmo depois de acumular duas derrotas consecutivas para Ward. Os revezes o fizeram começar a trabalhar com o treinador Abror Tursunpulatov em substituição ao mais renomado John David Jackson. Classificado como #10 na mesma OMB, Shabranskyy (19-1-0, 16 KOs) tem a oportunidade inédita de brigar pelo cetro mundial. O atleta mora em Los Angeles, estado da Califórnia (EUA) desde o início da carreira em setembro de 2012.

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