Hall da Fama do Boxe é construído na Rússia

Capital Moscou é uma das opções para a construção do Hall da Fama russo (Arquivo)

Para rivalizar com o modelo americano, os russos partirão para algo mais marcante e estão anunciando a construção de Hall da Fama do Boxe e de Centro de Boxe. A construção da edificação começa ainda neste ano e sua conclusão ocorrerá na temporada 2019, em coincidência com o período de disputa do Mundial de Boxe Amador em Sochi. Em março será decidido a cidade em que o salão terá sua sede.

A apresentação oficial do projeto está marcada para o próximo dia 1 de fevereiro com a presença de antigos e atuais campeões mundiais profissionais e olímpicos. “Vamos imortalizar nossos grandes atletas, além do fato do salão ser diferenciado por anexar um centro de desenvolvimento para competidores e treinadores, além da manutenção de alojamento”, explica Umar Fremlev, secretário-geral da Federação Russa de Boxe.

Filha pequena ameniza treinos de pesado Fury

Britânico Fury se derrete quando está com a pequena filha Venezuela (Reprodução)

Trabalhando com muito interesse no retorno às competições, o britânico Tyson Fury, 29, encontra formas de aliviar a tensão provocada pelo ritmo intenso que impõe à sua preparação. Quando chega em casa, o gigante de 2,06m se transforma em pai amoroso e zeloso e ajuda a mulher a cuidar da pequena filha Venezuela Fury nascida no ano passado.

“Eu relaxo após a sessão de treinos. Às vezes perdemos nossos pensamentos, pois sempre perseguimos por alguma coisa e nos esquecemos de agradecer o que já temos”, ensina Fury (25-0-0, 18 KOs), pai de outros dois filhos. O atleta está prestes a recuperar a licença de boxeador, vem reduzindo drasticamente seu peso e imagina voltar aos tablados ainda neste primeiro semestre. Fury não atua desde novembro de 2015 quando conquistou os cintos AMB, OMB e FIB dos pesados em triunfo sobre Wladimir Klitschko.

Jones Jr. revela acordo por luta de boxe com Silva

Há uma década, Jones Jr. (e) e Silva desejam trocar golpes nos ringues (Arquivo)

Perto de dizer adeus às competições profissionais, o americano Roy Jones Jr, 49, revela que tem acordo informal fechado com o brasileiro Anderson Silva, 42, para que eles, finalmente, subam ao ringue em algum momento ao longo desta temporada. Os dois mantêm relação cordial, contudo, sempre desejaram se encontrar nos ringues. De acordo com Jones Jr. só resta a autorização de Dana White, presidente do UFC, empresa com a qual Silva está sob contrato.

Jones Jr. (65-9-0, 47 KOs) assinala que já tem diversos investidores interessados em viabilizar o confronto com Silva (1-1-0, 1 KO nos tablados) dentro das regras do boxe. “Eu quero essa luta. O Silva quer essa luta. Nosso único obstáculo é mesmo Dana White”, desabafa o americano. Para pendurar as luvas oficialmente, Jones Jr. tem programado embate com o compatriota Scott Sigmon, marcado para 8 de fevereiro.

Murata defende contra Blandamura; Falcão espera

Ryota Murata ganhou o título mundial em outubro do ano passado (Divulgação)

A informação que dávamos em primeira mão há mai de uma semana foi confirmada somente hoje pelos representantes do atleta. O japonês Ryota Murata, 32, defenderá pela primeira vez o título “regular” AMB da categoria médio (72,5k) diante do italiano  Emanuele Blandamura, 38, em espetáculo programado para o dia 15 de abril na Arena de Yokohama, província de Kanagawa (Japão). No imbróglio para se entender tantos donos de cintos, cabe ressaltar que o supercampeão AMB da divisão é o cazaque Gennady Golovkin.

Relembre aqui: Antes de Falcão, Murata mira defesa com italiano

Murata (13-1-0, 10 KOs) conquistou o título, em outubro, em revanche contra o nigeriano Hassam N’Dam N’Jikam, depois de ter sido superado pelo mesmo rival em decisão controversa em maio do ano passado. Com seus promotores tentando transformá-lo em ídolo no país, Murata deve efetuar outras defesas em solo nipônico nos próximos meses. A princípio, Blandamura (27-2-0, 5 KOs) não é adversário capaz de criar forte obstáculo, pois ocupa a posição #10 na AMB e foi escolhido como exposição voluntária do cetro.

A decisão do time de Murata pode dificultar o desejo do brasileiro Esquiva Falcão de vingar a derrota na final olímpica Londres (Grã-Bretanha/2012). O brasileiro ainda não ocupa nenhuma posição entre os Top 15 de nenhuma organização e também não participou de lutas com duração mínima de 10 rodadas. Há o desejo do lado do time nacional em brigar com o japonês ainda neste semestre, mas por enquanto não passa de mera especulação.

Anthony Joshua avalia carreira sem atuar nos EUA

Campeão unificado dos pesados, Joshua atrai grandes públicos para suas lutas (Divulgação)

Com carreira impecável até o momento, Anthony Joshua, 28, acredita não ser necessário lutar nos Estados Unidos como forma de colocar seu nome entre os maiores da história. Sem nunca ter atuado profissionalmente fora da Grã-Bretanha, ele avalia ser possível seguir no caminho de triunfos, conquistar de títulos e atrair multidões para seus combates. Joshua não se sente seduzido para ficar diante das luzes de Las Vegas ou entrar no icônico Madison Square Garden de New York.

“Eu até pensaria em ir para os Estados Unidos se as pessoas me mostrassem que eu consolidaria meu legado. Mas tudo gira em torno do mercado. (A Grã-Bretanha) é muito forte, tudo é brilhante. Então porque eu deixaria de competir aqui?” questiona o invicto Joshua (20-0-0, 20 KOs), atual dono dos títulos unificados AMB e FIB dos pesos pesados.

Públicos gigantes

Joshua não crê em necessidade de partir para a América somente porque alguns compatriotas como Lennox Lewis, Amir Khan ou Ricky Hatton o fizeram no passado. “Não quero fazer só porque outros já fizeram”, desabafa o britânico de 1,98m. Ele lembra que suas lutas com Wladimir Klitschko, em Wembley, e Carlos Takam, no País de Gales, levaram 90 mil e 78 mil pessoas, respectivamente.

Público de quase 80 mil torcedores também é esperado para a próxima aparição de Joshua contra Joseph Parker, em 31 de março, no Principality Stadim (Gales). O triunfo pode levá-lo a ficar mais perto de encarar seu inimigo declarado Deontay Wilder – desde que este vença Luis Ortiz, em 3 de março nos EUA. Para Joshua o melhor cenário para abrigar a luta com o ianque seria mesmo Wembley e não Las Vegas ou New York. Onde mais um confronto com essa expectativa levaria mais gente que não a Grã-Bretanha?

Laila Ali tem desafio por luta com Claressa Shields

Ali (e) está fora do esporte há 11 anos; Shields é campeã unificada supermédio (Montagem: Carrera)

Muitas vezes ficar de boca fechada evita vexames previsíveis. Entretanto, sem medir palavras, Mark Taffet está pedindo para que Laila Ali, 40, saia do retiro esportivo de 11 anos para enfrentar sua pupila Claressa Shields, bicampeã olímpica, de apenas 22 anos, em plena atividade, com cinco lutas e atual dona dos cinturões CMB e FIB supermédio (76,2k). É a mesma classe de peso em que a herdeira do lendário Muhammad Ali construiu sua trajetória.

Para justificar sua ideia, Taffet lembra que durante mais de duas décadas trabalhou na HBO promovendo lutas de homens e mulheres. “Se você (Laila Ali) quer um grande combate para seus 40 anos, possamos fazer história e romper o teto de cristal para sempre, eu estou pronto. Vamos manter contato”, provoca o empresário por meio das redes sociais.

Invicta e campeã

Laila Ali (24-0-0, 21 KOs) foi uma das maiores responsáveis pela respeitabilidade do boxe feminino. Carregando nome famoso e procurando afastar-se das pressões naturais, ela estreou em outubro de 1999 e saiu em fevereiro de 2007, sem qualquer derrota e enfrentando as melhores rivais de seu tempo. Depois de obter o título mundial pela Wiba (Associação Internacional de Boxe Feminino), ela consagrou-se definitivamente com a conquista do cetro do CMB, sendo a primeira da história pela divisão supermédio da entidade.

O desafio lançado por Taffet certamente não mexerá com as atribuições de Laila Ali. Além de ser garota-propaganda de grandes marcas – pode ser vista no Brasil, por exemplo, em comercial de renomada produtora mundial de automóveis -, ela mantém programa na TV sobre cuidados com a saúde e ainda encontra tempo para dedicar-se a causas sociais tão bem disseminadas por seu pai, falecido em 2016.

Briga de torcida faz boxeadores fugirem do ringue!

Briga generalizada interrompe luta principal na França (Foto imagem: Carrera)

A selvageria das pessoas não tem sede tampouco limite e, desta vez, foi responsável pela interrupção abrupta da luta principal que estava sendo disputada neste sábado no Palais des Sports Marcel Serdan em Levallouis-Perret (França). O francês Marvin Petit e o compatriota Samir Kasmi, bem como membros de suas equipes, saíram correndo para não serem atingidos pelas cadeiras, garrafas e mesas arremessadas em direção ao ringue. Os atletas competiam pelo cinto AMB Continental da categoria leve (61,2k) e o combate acabou sem resultado. As autoridades policiais francesas agora investigam a origem e as causas do grave incidente e promete em pouco tempo apontar os responsáveis até porque parte deles estava em cima do tablado.

(*) Assista a momentos da briga generalizada

Lomachenko e Braekhus são os melhores do ano

Vasyl Lomachenko (e) e Cecilia Braekhus encabeçam lista dos vencedores de 2017 (Montagem)

Havia poucas dúvidas apesar da forte concorrência. O ucraniano Vasyl Lomachenko e a colombiana-dinamarquesa Cecilia Braekhus foram nomeados os melhores boxeadores do ano pelos integrantes da Associação Americana dos Escritores de Boxe (BWAA, por sua sigla em inglês). A organização ainda apontou vencedores em diversas categorias – listada abaixo – e promove seu 93º Jantar Anual de premiação no próximo mês de abril.

Relembre aqui: Jornalistas apontam finalistas a melhores do ano

Lomachenko está associado às maiores conquistas da BWAA. Além de melhor boxeador no prêmio “Sugar Ray Robinson”, viu seu pai Anatoly Lomachenko ser apontado como o melhor treinador no prêmio “Eddie Futch” e seu gerente Egis Klimas ser apontado como o melhor no prêmio “Cuz D’Amato” de melhor manager da temporada. Domínio semelhante só ocorreu uma vez, em 1992, quando Riddick Bowe, seu treinador Eddie Futch e seu manager Rock Newman levaram os mesmos prêmios. Relembre os indicados de cada categoria e conheça os vencedores anotados em negrito:

Prêmio Sugar Ray Robinson de Boxeador do Ano
Vasyl Lomachenko
Terence Crawford
Mikey García
Anthony Joshua
Srisaket Sor Rungvisai

Prêmio Christy Martin de Boxeadora do Ano
Cecilia Braekhus
Jessica Chavez
Naoko Fujioka
Mariana Juárez
Amanda Serrano
Claressa Shields
Katie Taylor

Prêmio Muhammad Ali-Joe Frazier de Luta do Ano
Anthony Joshua-Wladimir Klitschko
David Benavidez-Ronald Gavril
James DeGale-Badou Jack
Miguel Román-Orlando Salido
Srisaket Sor Rungvisai-Roman Gonzalez I

Prêmio Eddie Futch de treinador do Ano
Anatoly Lomachenko
Derrick James
Brian McIntyre
Andre Rozier
Abel Sánchez

Prêmio Cus D’Amato de Manager do Ano

Egis Klimas

Keith Connolly
Frank Espinoza

Prêmio Marvin Kohn de Bom Exemplo (Boa Pessoa)*
Ed Keenan
Wladimir Klitschko
Matt Donovan
Jose Ramírez
Bruce Silverglade
Tim Smith

*Dois vencedores nesta temporada

Prêmio Sam Taub Broadcasting (Radiodifusão)
Lou Di Bella
Brian Custer
Steven Espinoza
Roy Jones
Mauro Ranallo

Prêmio Barney Nagler Long & Meritorious (Antiguidade e Mérito)
Dra. Margaret Goodman
Gina Andriolo
Bob Canobbio
Randy Gordon
John Sheppard

Prêmio Bill Crawford Courage (Coragem)
Daniel Franco
Kathy Duva
José Santa Cruz
Claressa Shields
Samuel Teah

Maldonado encara americano de carreira tardia

Faltam poucos detalhes para a confirmação do embate entre Maldoando (e) e Corbin (d)

A oportunidade não poderia ser desperdiçada. A não ser que ocorra algum imprevisto de última hora, o pesado brasileiro Fabio Maldonado, 37, enfrentará o americano Gregory Corbin, 37, no dia 14 de fevereiro no estado do Alabama (EUA). A disputa de 12 rodadas deve valer os cinturões da USBA, da IBA Internacional e outro menor da AMB. A última vez que o boxeador nacional se apresentou na Terra do Tio Sam foi em 2004 e, recentemente, seu nome esteve envolvido em negociações com Denis Lebedev e Jun Long Zhang.

Ainda que invicto nos ringues, Maldonado (25-0-0, 24 KOs) fez apenas três lutas nas últimas oito temporadas, tendo se dedicado mais às artes marciais mistas (MMA), em que atuou dentro do UFC, alé de ter sido campeão do Fight Nights Global. Existem boas chances do brasileiro surpreender, afinal, Corbin (15-0-0, 9 KOs) só estreou há pouco mais de cinco temporadas, nunca esteve diante de qualquer oponente de qualidade e, com 1,94m, costuma subir ao ringue com exagerados mais de 120 quilos.

William Silva briga por dois cintos na Flórida

Brasileiro William Silva é o nome principal do evento realizado pela Fire Fist (Montagem)

Correndo atrás do tempo perdido e com a carreira mais focada, o brasileiro William “Baby Face” Silva, 30, volta aos tablados contra o americano Rogelio Casarez, 27, no próximo dia 3 de março na cidade de Clearwather, estado da Flórida (EUA). Em jogo estarão dois cinturões menores: o Continental Norte-americano IBO e o Mundial da NBA, ambos na categoria leve (61,2k).

Relembre aqui: Após hiato, William Silva volta, ganha a avança

Com acordo gerencial fechado com a empresa Fire Fist, Silva (24-1-0, 14 KOs) espera avançar rapidamente para brigar por títulos mais importantes no futuro. Em novembro passado, ele superou por pontos o nicaraguense Ariel Vazquez quando estava havia quase duas temporadas sem atuar desde o revés para o mundialista Felix Verdejo. Agora, diante de Casarez (13-6-0, 5 KOs), o brasileiro é favorito antecipado, mas terá um rival que costuma ser resistente e vender caro a derrota.