Anthony Joshua avalia carreira sem atuar nos EUA

Campeão unificado dos pesados, Joshua atrai grandes públicos para suas lutas (Divulgação)

Com carreira impecável até o momento, Anthony Joshua, 28, acredita não ser necessário lutar nos Estados Unidos como forma de colocar seu nome entre os maiores da história. Sem nunca ter atuado profissionalmente fora da Grã-Bretanha, ele avalia ser possível seguir no caminho de triunfos, conquistar de títulos e atrair multidões para seus combates. Joshua não se sente seduzido para ficar diante das luzes de Las Vegas ou entrar no icônico Madison Square Garden de New York.

“Eu até pensaria em ir para os Estados Unidos se as pessoas me mostrassem que eu consolidaria meu legado. Mas tudo gira em torno do mercado. (A Grã-Bretanha) é muito forte, tudo é brilhante. Então porque eu deixaria de competir aqui?” questiona o invicto Joshua (20-0-0, 20 KOs), atual dono dos títulos unificados AMB e FIB dos pesos pesados.

Públicos gigantes

Joshua não crê em necessidade de partir para a América somente porque alguns compatriotas como Lennox Lewis, Amir Khan ou Ricky Hatton o fizeram no passado. “Não quero fazer só porque outros já fizeram”, desabafa o britânico de 1,98m. Ele lembra que suas lutas com Wladimir Klitschko, em Wembley, e Carlos Takam, no País de Gales, levaram 90 mil e 78 mil pessoas, respectivamente.

Público de quase 80 mil torcedores também é esperado para a próxima aparição de Joshua contra Joseph Parker, em 31 de março, no Principality Stadim (Gales). O triunfo pode levá-lo a ficar mais perto de encarar seu inimigo declarado Deontay Wilder – desde que este vença Luis Ortiz, em 3 de março nos EUA. Para Joshua o melhor cenário para abrigar a luta com o ianque seria mesmo Wembley e não Las Vegas ou New York. Onde mais um confronto com essa expectativa levaria mais gente que não a Grã-Bretanha?

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